Para além destes acessórios, que apesar de serem complementos têm um carácter de obrigatoriedade num maior conforto no uso da piscina, há outros que se podem considerar verdadeiramente opcionais, tais como os trampolins, os escorregas, as plataformas de saltos, a iluminação subaquática e do perímetro exterior, bem como uma cobertura de protecção, etc.
Mesmo partindo do pressuposto que a piscina, devido à escassa profundidade na zona da entrada, permite aos banhistas entrarem na água com facilidade, as escadas terão sempre uma função de facilitar a entrada e saída dos banhistas com absoluta comodidade.
Dado que nem todas as pessoas apreciam uma entrada violenta na água, atirando-se de cabeça ou de pés da bordadura, uma escada é um elemento que pode facilitar muito a forma como alguns banhistas entram na piscina. Não podemos esquecer que se na parte menos funda a água atingir um metro de altura, isso já obrigará algumas pessoas a uma entrada complicada na água. Essa dificuldade será grande também em piscinas infantis, apesar da profundidade ser menor.
Por outro lado, há também que não esquecer que no lado oposto da piscina, ou seja, o mais fundo, necessita igualmente de uma saída fácil e cómoda para o nadador que pretenda sair ali da água. Nesta zona a saída não poderá passar por outra solução que não seja uma escada de degraus encravados na parede da piscina, com o correspondente corrimão.
As escadas são, por isso, meios naturais de entrada e saída de uma piscina e cuja localização dependerá do seu comprimento. Na esmagadora maioria dos casos bastarão duas escadas, colocadas respectivamente nos sectores de máxima e média profundidade, para serem uma verdadeira ajuda aos banhistas. Se as dimensões da piscina o exigirem, poderá intercalar-se um ou mais pontos intermédios, equidistantes daquelas.
Existem dois tipos de escadas completamente distintos, conforme respondam a uma orientação perpendicular ou oblíqua. As de traçado oblíquo são habitualmente vias de penetração e não de saída. Estão, por isso, situadas na parte menos profunda e podem ser de betão (e revestidas do mesmo material que serviu para recobrir as paredes e o fundo da piscina) ou em acrílico, podendo assumir diferentes formas, cores e usos (inclusivamente ser equipadas com jactos de massagem).
Regra geral, este tipo de escadas possui em média três
a quatro degraus, distantes uns dos outros cerca de 18 cm e avançando
em média 20 a 30 cm em relação ao anterior, medida essa
que será a base de apoio. Estas escadas adoptam, por isso, a uma forma
trapezoidal.
Escadas perpendiculares
Conhecidas igualmente por escaleiras, as escadas perpendiculares à piscina, usualmente em aço inoxidável, são muito úteis, sobretudo na zona de maior profundidade.
Ao contrário das escadas referidas anteriormente, estas escadas de orientação vertical ocupam um espaço mínimo. De facto, estas escadas não obrigam a ampliar a base de partida, pois não são mais do que travessas ou barras dispostas horizontalmente, presas pelos dois lados a dois tubos de aço inoxidável, dispostos em posição vertical e paralelos às paredes da piscina. Os degraus, em ascensão, encarregam-se de nos ajudar a vencer a distância entre fundo e borda da piscina.
Estas escadas são habitualmente em tubo e em forma de U. Os degraus costumam ser do mesmo material, embora alguns modelos tenham patamares que ajudam os banhistas a sair por oferecerem um ponto de apoio mais cómodo para os pés. Para além disso, podem ser fixas, agarradas solidamente à parte, ou desmontáveis, a fim de serem retiradas na época de descanso da piscina (Inverno). Neste caso é indispensável a instalação do correspondente suporte, provido de orifícios onde se encaixam as extremidades da escada, e de parafusos para a fixação.
Este tipo de escada conhecida por saliente, toma como base de partida não o fundo da piscina, mas a própria parede. De resto, as escadas não nascem nunca do fundo, mas sim da parede e a uma distância facilmente acessível.
Os tubos laterais constituem, ao mesmo tempo, uma base de sustentação para os degraus e o corrimão da escada, são presos pela parte inferior ao corpo da piscina e, ao chegar ao nível máximo de altura descrevem uma curva e enrolam-se na parte cimeira.
O corrimão e os degraus formam um só corpo, o que não acontece nos sistemas encravados, em que o corrimão é substituído pelas pegadeiras de aço inoxidável, situadas no reboco da piscina.
A localização correcta da piscina é a que corresponde ao sector de maior profundidade da piscina, respeitando sempre os ângulos e a distância necessária dos trampolins.
Como foi já referido, também se podem instalar escadas auxiliares a meio da piscina, sobretudo se a distância a cobrir for superior a 10 metros porque numa distância menor não existirá verdadeira razão de ser, excepto por motivos decorativos.
No entanto, se o proprietário se decidir pela sua colocação, ela deverá situar-se onde o fundo indica a divisão entre simples banhistas e nadadores. A sua presença servirá tanto para indicar a possibilidade de perigo, como para facilitar evitá-lo a quem esteja a iniciar as suas experiências aquáticas.
Assim, não só a mesma transmite confiança
como presta rápida ajuda aos que pretendem passar a fase inicial de aprendizagem
e precisem de alguma profundidade para continuar a progredir na natação,
mas careçam ainda de técnica suficiente e experiência que
lhes permita aventurarem-se na água sem terem algo a que se agarrar caso
necessitem.
Rampas de acesso
Usadas sobretudo quando, por exemplo, se tem a presença de crianças às quais se quer destinar exclusivamente uma zona da piscina, sem ter de construir à parte uma área pequena e apropriada para elas.
Neste caso, estabelece-se uma medida mínima, sacrificando em parte a profundidade de acesso, que poderá ser de apenas 20cm. Nesta situação, a piscina não necessita de escadas auxiliares de qualquer tipo, uma vez que a entrada se torna acessível a todos.
O fundo, disposto com pouca inclinação, vai deslizando em rampa, para que o plano de água adquira lentamente profundidade, pouco a pouco, até chegar a pouco mais de um metro. A partir daqui pode aumentar o ângulo para dar origem a uma zona reservada a adultos ou a crianças que saibam nadar e em cujos conhecimentos em natação se possa confiar.
A área reservada aos mais pequenos e aos que não sabem nadar pode ainda ter uma separação que demarque perfeitamente as duas zonas distintas, para impedir sobretudo as crianças de se distraírem e entrarem na zona mais profunda.
Importantes para os banhistas, as escadas são essenciais para um uso confortável da piscina e, por vezes, úteis na garantia da segurança de quem nada. São vários os modelos disponíveis no mercado, alguns dos quais com funções extra (como jactos de massagem) que poderão ajudar a um melhor aproveitamento da piscina e do bem-estar que esta proporciona aos banhistas.