Piscina Fora de Terra

Sonha ter uma piscina, mas não dispõe de espaço ou não pretende fazer um investimento avultado? Então talvez uma piscina “fora de terra” seja a solução ideal para si e que lhe permite a concretização de um anseio…

Designadas de piscinas “fora de terra”, estas infraestruturas podem ser compradas e instaladas em qualquer altura, possibilitando às crianças um meio de divertimento e aos adultos a melhor forma de desfrutar das tardes de calor que marcam agora os nossos dias.

Relativamente fáceis de montar, não precisam de grandes meios técnicos, nem de muitas pessoas a ajudar. Por isso, basta-lhe escolher o melhor local do seu jardim, de preferência assoalhado e resguardado dos olhares indiscretos, para dar forma a uma piscina “fora de terra”. Planifique o espaço para evitar que interfira com a disposição do jardim.

Muitas destas piscinas familiares têm qualidade e durabilidade óptimas, que lhe podem proporcionar excelentes momentos se forem utilizadas correcta e cuidadosamente. Conheça ao pormenor os diferentes tipos de piscinas “fora de terra” e o que deve ter em atenção na instalação.


Tipos

Facilmente transportáveis quando se muda de casa, este tipo de piscinas pode também ser desmontado no Inverno e guardado com algum cuidado.

Para além disso, alguns modelos as piscinas “fora de terra” podem ser completamente enterrados ou semi-enterrados no solo. Redondas, rectangulares, ovais, hexagonais… são múltiplas as formas e os tamanhos ao seu dispôr.

Considerada uma construção desmontável e de base não fixa, equipada com sistema de filtração, este tipo de piscina não necessita de declaração prévia de obras e, ainda menos, da obtenção de licença de construção. No entanto, poderão existir alguns modelos de grandes dimensões e fabricados em materiais modernos e, por esse motivo, fazer concorrência a alguns modelos industrializados e então entrar na categoria das piscinas enterradas.

Os principais procedimentos de construção de piscinas “fora de terra” distribuem-se por três grandes categorias:

- flexíveis “monobloco”

- flexíveis com armação tubular

- rígidas.

. Flexíveis “monobloco”

Com paredes quer em PVC armado (geralmente unidas por processo de soldadura de alta frequência), quer em borracha (material muito resistente).

Em princípio, estas piscinas são redondas, de fácil transporte e as mais simples de instalar. Na altura do enchimento as suas paredes sobem frequentemente sozinhas sob a acção do ar insuflado. Este modelo de piscina desmonta-se depressa e pode ser transportado facilmente no período de férias, sobretudo quando está equipado com uma manga de ar. Deve ter em atenção que, antes de ser dobrada ou arrumada, a tela da piscina, vazada de água, deve estar totalmente seca.

Pode-se, ainda, escolher um tipo de piscina em forma de barco pneumático e cuja técnica de ligação recorre aos processos de vulcanização.

Após o enchimento com ar, procede-se em seguida, ao enchimento da água da piscina. A ausência de cantos aguçados e a simplicidade da montagem, desmontagem e armazenamento tornam-nos produtos muito apreciados por uma larga clientela. Nesta grande “família” de modelos, entre eles alguns podem ser total ou parcialmente enterrados.


Flexíveis com armação tubular

Estas piscinas, com formas diversas, são compostas por uma tela em PVC armado que funciona como receptáculo, sustentado por uma armação tubular em aço ou noutros materiais.

A montagem e desmontagem do conjunto fazem-se pela simples junção. Estes segmentos de tubos leves, tratados contra a corrosão, são introduzidos numa orla que constitui e se integra na parte superior da tela da piscina.

Hastes verticais ligadas à armação de base sustentam o conjunto e aumentam a sua resistência à pressão da água. Em alguns modelos, na altura do enchimento da bolsa, o conjunto monta-se sozinho. A estrutura é auto-montável e bastante rápida.


Rígidas

As paredes deste tipo de piscinas apresentam-se sob a forma de folhas de aço, de alumínio, de madeira ou de resina de síntese. Os suportes são desenrolados, inseridos nas calhas de condução, em cima e em baixo, e cavilhados no local onde as extremidades se juntam. Nos modelos em que as paredes são de metal impõe-se um tratamento anti-corrosão.

Para que o conjunto fique perfeitamente estável e sustentado, e que os banhistas se possam sentar nas margens, as escoras de vigamento são implantadas em espaços regulares. Estes modelos reforçados podem ser semi-enterrados ou manter as margens ou orlas de acabamento.

As de madeira, amadurecidas no coração e tratadas, estão em força no mercado. Cortadas em lâminas, as madeiras encaixam-se umas nas outras através de diferentes cortes e processos. Os pranchões são, geralmente, cavilhados e sustentados por contrafortes.

De diferentes formas, os modelos em madeira aliam robustez e estética, sendo por isso o género de piscina que facilmente pode ser enterrada e decorada.

As madeiras usadas são imputrescíveis, vindas geralmente de países nórdicos.

Com largura e comprimento variáveis, a profundidade destas piscinas é que não ultrapassa o 1.50m.

Existem, ainda, diferentes modelos de piscinas rígidas, em polyester armado. Colocam-se sobre uma camada de cascalho e podem ser semi-enterradas ou enterradas. A impermeabilidade deste tipo de piscinas é, em princípio, assegurada por uma bolsa em PVC. Este invólucro é assentado no interior e fixado no meio de uma série de perfis de engate que funcionam, por vezes, como margens.

Uma piscina rígida deste tipo necessita, seguramente, de um tempo de montagem superior ao dos outros modelos “fora de terra” e exige também uma certa habilidade no momento da colocação do liner.

A maior parte dos fabricantes fornece um vídeo ou um dvd no qual poderá seguir as diferentes etapas de junção e montagem.


Preparar o terreno

A localização deve ser cuidadosamente escolhida, sobretudo se tem a intenção de enterrar, em parte ou na totalidade, a piscina “fora de terra”. A decisão deve ser tomada antes de proceder à compra da piscina, pois só alguns modelos permitem esse género de instalação e é difícil deslocar uma piscina de grande dimensão. Por isso, determine bem a zona de assoalhamento, o sentido dos ventos dominantes, a presença de árvores cujas folhas podem aumentar a poluição da água. A reciclagem da água necessita de um posto eléctrico na proximidade, de forma a assegurar, com toda a segurança, a sua alimentação.

Também deve ter em atenção se pode evacuar a água da piscina sem gerar uma inundação na periferia.

Quanto ao solo, ele deve ser plano e bem nivelado, para poder dispôr sobre toda a superfície escolhida uma camada de areia de 5 a 10 cm de espessura (ou até mesmo um cimento pobre).


Integração

De forma a integrar o melhor possível a piscina no meio envolvente, pode pensar em camuflar algumas das suas partes, seja com plantas, um muro ou sebe, uma faixa de grades, entre outras coisas. Pode, também, integrar uma plataforma em madeira (“deck”), que pode ajustar-se à piscina. É frequente ver-se este tipo de praia, que comporta o duche e que protege a estrutura da piscina dos riscos exteriores de deterioração.

Existem, ainda, modelos com margens e praias periféricas, delimitando assim o espaço do banho, o que cria no conjunto um ambiente de bem-estar e convívio.


Acessórios de base

O kit que integra a piscina “fora de terra” compreende, em geral, a parede da piscina, os elementos da estrutura, um grupo de filtração, uma escada e diferentes acessórios que permitem, entre outras coisas, a limpeza da piscina e a manutenção da água.

Nos modelos insufláveis, encontra no kit um insuflador de pé ou eléctrico. Manuais de funcionamento e de manutenção, até mesmo uma cassete de vídeo, completam o conjunto. Em alguns casos, produtos complementares podem ser oferecidos, tais como escova aspiradora, rede, anti-algas, estojo de análise, etc.

A gama de acessórios que poderá adquirir não se fica por aqui, podendo ser aumentada de acordo com as necessidades, o orçamento, o conforto e a decoração que se pretende para a piscina “fora de terra”.


Antes da construção certifique-se:

. Que a pessoa que lhe faz a instalação eléctrica é qualificada para o efeito;

. Que o seu fornecimento de água é suficiente para encher a piscina;

. Que o manual foi lido com atenção, etapa a etapa, para compreender bem a instalação da piscina;

. Que a lista do material está completa. Para tal, retire todos os elementos, reagrupe-os por tipo e conte-os.


Conselhos de localização:

. É importante instalar a sua piscina sobre uma superfície dura, plana, estável e nivelada;

. Deve preparar o terreno como indicado no manual.

. Não deve ser colocada por baixo de fios eléctricos, tubagens de água, ramos de árvores ou sobre um terreno instável.

. Uma boa localização fará com que você não desperdice tempo e evite contratempos.

. A piscina deve ser ensolarada e facilmente acessível.

. É aconselhável montar a piscina num dia de sol e evitar os dias de grande ventania.


Instruções de Segurança

. Se a sua piscina “fora de terra” possuir um kit de filtração (filtro + bomba de água), este deve estar colocado, obrigatoriamente, a pelo menos 3,5m da piscina, para evitar quaisquer riscos de choques eléctricos;

. Nunca deixe as crianças nas proximidades da piscina sem vigilância. O risco é acrescido quando as crianças têm menos de 5 anos. A vigilância deve ser aproximada e permanente. Os acidentes não acontecem somente aos outros. Infelizmente, na maioria dos casos, os proprietários das piscinas esperam que um incidente aconteça e só depois estabelecem regras estritas de segurança;

. Se possível, assegure-se de que todas as pessoas utilizadoras da piscina têm um treino de base acerca das medidas de segurança e dos métodos de salvamento;

. Depois de cada banho, se possível, retire a escada exterior para evitar a queda acidental de uma criança ou de um animal doméstico dentro da piscina;

. É desaconselhado andar sobre os bordos, mergulhar ou saltar de cima da piscina “fora de terra”.

. Pare a filtração quando está dentro da piscina

. Não permita o acesso de animais domésticos à piscina.

. Não permita a prática de corridas e jogos violentos em redor da piscina, nem o lançamento de objectos para o seu interior.

. Mantenha todos os aparelhos eléctricos, objectos de vidro ou de metal longe da piscina.

. Reforce a vigilância se existirem muitos utilizadores na piscina.

. Ensine os seus filhos a nadar, o mais cedo possível e não autorize o acesso à piscina, sem colete ou braçadeira, a uma criança que não sabe nadar bem e que não esteja acompanhada dentro da água.


Equipamentos de segurança necessários

(que não substituem uma vigilância atenta):

. Vara leve e sólida de extremidade arredondada (com mínimo de 3,66m de comprimento);

. Bóia de salvamento circular, munida de uma corda de comprimento considerável;

. Barreira de protecção, a qual terá o portão constantemente fechado;

. Cobertura de protecção, manual ou automática, correctamente colocada e fixa

. Detector electrónico de passagem ou de queda, a funcionar plenamente

. Um telefone acessível perto da piscina.




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