Do rebordo à zona envolvente...
Para além da sua função de lazer e divertimento, a piscina é, também, um elemento da decoração exterior de uma habitação. Há, pois, a necessidade de a rodear de encanto e integrá-la no universo familiar com uma decoração que realce toda a ostentação e imponência que lhe são subjacentes.
O rebordo e a praia estão intimamente ligados, e não apenas por uma questão estética. Além de se pretenderem combinados harmoniosamente, de forma a rodearem de beleza a piscina, estes dois espaços desempenham funções importantes e complementares. Tanto um como o outro devem responder a três exigências práticas e essenciais: a limpeza da água, o conforto dos utilizadores e a estética da decoração.
Daí que seja de importância primordial a correcta escolha das formas, desenhos, cores e materiais do rebordo e da praia, para que a área envolvente seja apelativa ao convívio ou descanso.
O rebordo, concebido como uma orla, é fixo na parte superior da parede da piscina e estende-se sobre a beira exterior, formando um recinto fechado e de protecção do plano de água. O seu perfil é ligeiramente arredondado e inclinado para o exterior para impedir a entrada de água das chuvas ou de outro tipo de sujidade. Permite, pois, o acabamento da piscina e assegura a transição para a zona envolvente.
O rebordo desempenha, ainda, o papel de quebra-onda e permite aos nadadores saírem da água sem se magoarem, graças à sua superfície que deve ser anti-derrapante. O lado prático da união entre a piscina e os acessos imediatos é o de servir de ponto de apoio para os banhistas, visto oferecer um suporte confortável com o seu rebordo arredondado.
Beleza e convívio são as palavras-chave que definem a importância da zona envolvente à piscina. Conhecida por praia, esta área deverá ser espaçosa, para ser capaz de receber espreguiçadeiras, mesas, cadeiras, colchões, guarda-sóis, entre muitas outras coisas que podem ser usadas por quem quer desfrutar do sol e da água.
Esta zona envolvente traz consigo o conforto total para quem deseja aproveitar a piscina. Para além de minimizar a necessidade de limpeza da água, permite recuar os limites da vegetação. Ao pisar o solo homogéneo, os banhistas entram na água sem levar sujidade do exterior.
Para que a envolvência da sua piscina seja enaltecida e valorizada, tem ao seu dispor variados materiais, que vão desde a pedra natural, passando pela madeira e pela pedra reconstituída...
Os materiais
Até há bem pouco tempo, na zona envolvente, por se desejar em perfeita harmonia com o ambiente que a rodeia, eram utilizados materiais nobres, por vezes muito caros e pouco acessíveis à maioria dos proprietários de uma piscina. Por essa razão, o mercado encheu-se de alternativas de grande qualidade, capazes de substituir a pedra natural e apresentar preços mais económicos.
- A Pedra Natural
Dotada de um charme único, entre a autenticidade e a originalidade,
a pedra natural permite uma grande escolha entre calcários, mármores,
grés, ardósia, xisto, quartzo, etc. As inúmeras variedades
permitem personalizar o acesso à piscina e fazer criações
sob medida. Para serem utilizados em rebordos e pavimentos para piscinas, os
calcários, por exemplo, deverão ser resistentes, insensíveis
ao gelo, anti-derrapantes (sem serem demasiado ásperos) e de qualidade
dura ou semi-dura. Existe uma gama vasta e diversa de cores na pedra calcária,
dependendo da região onde é extraída. Porém, a tonalidade
deve coincidir com o ambiente de que dispõe, para evitar contrastes acentuados
e decorar discretamente a piscina. As cores muito escuras armazenam calor, enquanto
as muito claras reverberam os ultravioletas.
- Os materiais artificiais e pré-fabricados
Capazes de conjugar originalidade e sofisticação, os materiais artificiais investiram nas piscinas, fundiram-se na decoração e ofereceram espaços paisagísticos bastante originais. O efeito decorativo é surpreendente e as possibilidades infinitas. Dentro da enorme oferta existente há um apelo à criatividade que permite a criação de conceitos personalizados e até exóticos.
A pedra reconstituída é um material pré-fabricado, macio, anti-derrapante, resistente ao tempo e ao gelo e de fácil manutenção. Realizado por moldes, é um produto completo que se presta a todas as linhas do contorno, mesmo as mais originais.
Oferece, ainda, um vasto leque de formas que se fundem com a zona envolvente e apresenta aspecto liso ou ligeiramente rugoso, que lhe dá uma característica mais ou menos rústica. Disponível em várias cores é bastante apreciada por conseguir reproduzir fielmente os materiais tradicionais de diferentes regiões.
Esta é, pois, a maneira mais simples, segura e elegante de decorar a zona envolvente da sua piscina. Mais barata que os materiais naturais, a pedra reconstituída é fabricada industrialmente e está preparada para ser utilizada no rebordo e na praia das piscinas, adoptando o mesmo princípio de colocação da pedra natural, sendo impreterível um terreno bem estabilizado para evitar os abatimentos e as fendas. Todos as Primaveras é aconselhável fazer uma limpeza com jacto de água sob pressão. Existem produtos de limpeza específicos que protegem o material contra as nódoas e os microorganismos da sujidade.
Há, ainda, as alcatifas de pedra, uma mistura de grânulos e de resina, que imitam uma praia de areia, ou os rochedos artificiais, esculpidos no local e que podem ser perfeitamente integrados na paisagem, assim como o cimento colorido preparado ao natural.
A instalação
O assentamento do rebordo e da zona envolvente em pedra natural ou reconstruída requer atenção especial. A instalação do rebordo faz-se no final da construção, simplesmente com uma argamassa de cimento com 10 cm de espessura e malha-de-solo no interior, ou com cimento-cola (se a parede da piscina é sustentadora).
A praia deve ser executada num solo homogéneo e estável, ou numa simples camada de areia estabilizada, para evitar os abatimentos parciais e as fendas (da mesma forma que o rebordo). O assentamento na areia é mais económico e consiste em colocar no solo natural compacto um tapete especial que vai impedir o aparecimento de ervas daninhas nas juntas do pavimento. Por seu lado, o assentamento numa base de cimento é mais dispendioso, mas mais durável.
- A Madeira
A utilização de um material vivo e rústico como a madeira permite-lhe construir uma zona envolvente agradável e calorosa. Capazes de se combinar com um charme irresistível, a água e a madeira assumem há muito utilizações em conjunto. Macia e resistente, a madeira possui qualidades que lhe permitem ficar sempre tão bonita como no dia em que foi colocada.
Para além disso, a madeira tem a vantagem de ser agradável e confortável quer estejamos estendidos ou descalços. Com efeito, pouco sensível às variações do calor, ela nem é demasiado quente sob o efeito do sol escaldante, nem fria nas manhãs de Primavera ou Outono.
A madeira, para além de oferecer uma grande variedade de cores que evoluem sob as condições climatéricas, tem um aspecto caloroso que combina bem com outros materiais. No entanto, se se adapta a todas as formas de piscinas, também necessita de um solo estável e deve ser cuidada regularmente com óleos específicos, segundo a qualidade e variedade da madeira. Macia, insensível às mudanças de temperatura e suave, a madeira oferece uma dose de sonho...
Tipos de Madeira:
Teca: o mais conhecido por fazer maravilhas, apesar do seu preço elevado. É uma madeira rija, rica, muito densa, imputrescível e naturalmente auto-protegida. Oriunda da Tectona, uma árvore da Ásia Tropical, a sua cor de origem é um acastanhado que, sob o efeito das intempéries, fica com uma tonalidade clara e prateada.
Ipê: muito utilizada devido à sua grande resistência e dureza, imputrescível e muito densa (tal como a teca). Oriunda da América do Sul, tem como grande produtor o Brasil.
Iroko: é a mais utilizada na construção das zonas envolventes das piscinas porque é, com a teca, uma das madeiras mais estáveis. De menor custo, tem origem em África e a sua cor castanha torna-se cinzenta com o decorrer das estações do ano.
Red Cedar: menos estável que a teca ou o iroko, é frequentemente utilizada graças à sua relação qualidade/preço. A sua cor quente evolui para um cinzento prateado que, tornando-se mais discreto, ajuda a zona envolvente a derreter-se no ambiente.
Pinho: é a madeira mais barata, tem cor clara e,
para ser mais estável, robusta e sem farpas, deve ser tratada por autoclave
(criptogil), da mesma maneira que os postes telefónicos.
Manutenção:
. de vez em quando deve limpar a zona envolvente com um jacto
de água juntando-lhe algicida para combater o desenvolvimento de musgo
ou algas.
. as intempéries dão-lhe uma cor cinza prateado. Para
reencontrar a cor natural limpe-a com um aparelho de jacto de água sob
pressão.
. para evitar o embranquecimento pode, também, pintar a madeira, repetindo
a operação todos os 3 ou 4 anos. Cuidado com as protecções
lasuré que são fortemente desaconselhadas, visto serem
sensíveis aos produtos químicos usados no tratamento da água.
. o Pinho e o Red Cedar devem ser tratados para resistirem ao sol, à
chuva e evitar as farpas.
. estrie a madeira para a tornar antiderrapante.
- A Terracota Natural ou Reconstituída
Evocando um ambiente soalheiro, com tons avermelhados, a terracota prolongou o seu uso dos ladrilhos dos terraços para a zona envolvente da piscina. Num jogo de tons e estilos, apresenta grande conforto, uma textura lisa e agradável ao pisar. Para além disso, integra-se bem em ambientes mediterrâneos e possibilita uma fácil manutenção e limpeza. No entanto, é menos resistente ao gelo e ligeiramente escorregadio com o tempo. Por esse motivo, o pavimento em terracota é mais usado nas regiões bastante soalheiras.
Tal como a pedra e a madeira, pode misturar a terracota com outros materiais e formar a zona envolvente colocando os ladrilhos em contínuo até ao bordo da piscina ou combinando-os com o rebordo.
Para manutenção, uma ou duas vezes por ano
deve proceder a uma lavagem vigorosa com um jacto de água sob pressão,
para lhe dar novamente o brilho natural.