* Fonte: Estudo Acidentes por
submersão, promovido pela APSI (Associação Portuguesa
para a Segurança Infantil).
O que fazer para salvaguardar a segurança
dentro da piscina:
-As águas turvas dificultam e impedem o êxito nos salvamentos.
Não deixe entrar o seu filho numa piscina em que o fundo não seja
totalmente visível.
-Não coloque flutuadores ao seu filho; é preferível segurá-lo
pelos braços. Os flutuadores não devem confundir-se com os coletes
salva-vidas, que têm homologação e garantem segurança.
Os demais são perigosos brinquedos que facilitam os acidentes.
-Não permita que o seu filho salte de pés da borda da piscina.
É perigoso para eles porque podem cair mal e golpear a cabeça
contra a borda da piscina. Também é perigoso para outros nadadores
que passam por debaixo de água sem ser advertidos.
-Evite a imersão completa de crianças que não tenham aprendido
a controlar a sua respiração debaixo de água, pois esta
pode ser aspirada e passar para os pulmões com graves consequências.
-Vigie constantemente as crianças próximas da água, saibam
ou não nadar.
-Proíba, sem excepções, os empurrões e jogos de
mãos na água, assim como as corridas em volta da piscina (causa
de resvalos e trágicas quedas), e os gritos que possam ocultar um pedido
de auxílio e impedir um salvamento oportuno.
-Cuide que todos nadem ou brinquem sobre a água livre, e vigie especialmente
a zona por debaixo do trampolim.
-Evite que os seus filhos sofram um problema emocional ou físico: confie
somente em professores credenciados e idóneos, e assegure-se da veracidade
dos dados que lhe apresentam.
-A contratação de nadadores salvadores assegura uma vigilância
contínua sobre a piscina e os seus arredores.
-Evite as piscinas de controlo higiénico e sanitário duvidoso,
porque são causa de sérias infecções.
-Preste particular atenção à instalação eléctrica
da piscina. Os equipamentos deverão estar adequadamente protegidos por
sistemas de corte, se possível duplos (para prevenir se algum falha),
cuja manutenção é indispensável estar actualizada.
Além disso, deverão estar fora do alcance das crianças
que, como se sabe, são atraídas por chaves e botões.
-Recorde que se há tempestade, ninguém deve entrar na piscina.
Protecção de piscinas:
-Coloque uma rede de protecção sobre a piscina enquanto não
a utiliza. É uma verdadeira medida de segurança, já que
é impossível que a criança caia à água.
-As cercas não oferecem uma protecção total: trepar sobre
elas é uma travessura comum na infância.
No entanto, quando a piscina está
a ser usada são úteis, sempre e quando:
-Tenham uma altura mínima de 1,20 m.
-Se são de ferro e têm traves, estas devem ter uma separação
não maior que 10 cm, para impedir a passagem da cabeça da criança.
-Que a estrutura não facilite que trepem, ou seja, que não possam
usar a própria cerca para escalar sozinhos, arrastando um banco ou a
ajuda de outra criança.
-Que haja algum adulto a observar para que a criança não a passe.
-Sobretudo nos condomínios, não basta vigiar
os pequenitos da família; também há que estar atento para
que nenhum vizinho mais pequeno passe de forma inadvertida.
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